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14/12/2017

ILUSIONISTA OU TRAMBIQUEIRO?

                                     ILUSIONISTA OU TRAMBIQUEIRO?

Nos idos da década de 70 no sindicato de pelegos do ABC ele, Luís Inácio Lula da Silva liderava a sua primeira greve de operários do ABC paulista em 78 no período do governo militar. No início dos anos 80, aliou-se a intelectuais e a outros líderes sindicais, para fundar o PT (Partido dos Trabalhadores), do qual se tornou presidente. No ano seguinte, liderou nova greve de metalúrgicos, foi preso e teve seu mandato sindical cassado. Participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e, em junho de 1983, integrou a frente suprapartidária pró-eleições diretas para a presidência da República com os governadores de São Paulo, Franco Montoro (PMDB), e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT).  Lula foi eleito, em 1986, deputado federal constituinte com a maior votação do país. Concorreu à presidência da República em 1989, quando foi derrotado no segundo turno por Fernando Collor de Mello, e em 1994 e 1998, quando perdeu para Fernando Henrique Cardoso. Em 1995, deixou a presidência do PT e tornou-se presidente de honra do partido. Em 2002, foi eleito presidente do Brasil com votação recorde de 50 milhões de votos. Reelegeu-se em 2006, vencendo, em segundo turno, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo Alckmin.
Esta biografia acima poderia forjar um líder inconteste no cenário político do Brasil, mas ao contrário, nascia nesta conturbada década dos anos 80 um ilusionista que escondia na sua barba espessa suas verdadeiras intenções sem levar em conta em quem ele tinha se tornado. Como todo trambiqueiro, foi passando o seu rôlo compressor pelos seus companheiros antigos que se guiavam por uma ideologia e faziam dele uma liderança política com viés populista. Suas verdadeiras intenções foram aparecendo a medida que ganhava mais poder popular e político. Sua sede por ascensão financeira não tinha limites mesmo se comprometesse a saúde dos cofres das Estatais, onde seus novos fiéis aliados nesta nova modalidade de roubo tinham nele a garantia financeira de torneiras abertas. À medida que enriquecia aumentava seus gostos por supérfluos cada dia mais caro, Jatos, vinhos, mulheres, viagens, etc.. Forjava palestras em países pobres da África e América Central e do Sul onde governos ditatoriais recebiam de bom grado investimentos do BNDES nas ditas palestras onde eram assinados os contratos com empreiteiras brasileiras para obras caríssimas em infraestruturas ficando explícitos os pagamentos em forma de propina ao senhor presidente.
Sua rede de fiéis escudeiros também se locupletava de forma insana nos recursos públicos sem levar em conta que estes recursos estavam sendo desviado de áreas tão sensíveis da vida dos brasileiros como saúde, educação, segurança etc... O partido que lhe dava sustentação política, também envolvido nos desfalques era o responsável por comprar possíveis congressistas e imprensas tais como blogs sujos, jornais, rádios e tvs. Formava ali sob sua batuta a maior quadrilha que já se viu em um país. Mesmo nas ditaduras de esquerda como Cuba, Venezuela Coréia do Norte não se formava uma equipe tão diversa em ideologia, mas iguais em interesses espúrios.
Caso não tivéssemos um ministério público formado por jovens extremamente compromissados com seus juramentos de ética e moralidade pública capitaneada por Deltan Martinazzo Dallagnol de 37 anos nascido em Pato Branco/Paraná, uma polícia federal atuante e um, tão somente um Juíz (Sérgio Moro) na primeira fase da investigação este trambiqueiro (Luís Inácio Lula da Silva) que se passava por ilusionista estaria até os dias de hoje assaltando os cofres juntamente com seus asseclas em nome de uma ideologia caduca que não deu certo em nenhum local do planeta.
Condenado já está, na primeira instância à 9 ½ de cadeia, recursos ainda pela frente aos montes conforme uma constituição trôpega escrita pelos párias que habitam nosso congresso.
Alberto Ribeiro Filho

PS: É conhecido como Lula, forma hipocorística de "Luís". Ganhou esta alcunha nos tempos em que era representante sindical. Posteriormente, este apelido foi oficialmente adicionado ao seu nome legal para poder representá-lo eleitoralmente.

01/12/2017

O príncipe e o mendigo.


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 Dia 26.11, publicada no jornal Correio Popular, de Campinas, SP
O príncipe e o mendigo

Ele ia entrando numa dessas lanchonetes modernas, de muito acrílico e esmaltes, em pleno Cambuí Nobre, quando foi abordado, na porta, por um mendigo:
--- Boa tarde, senhor; será...
Ao verificar que se tratava de figura ainda relativamente nova e, portanto, em condições de pegar no pesado, chegou a pensar numa descompostura. Porém, optou por outra estratégia:
--- Muito bem – diz – se você está com fome eu te pago um sanduíche.
--- Ora – o pedinte chega a recuar – o que é isso, doutor? Eles não me deixam entrar aí.
Constatando o efetivo precário estado de apresentação do coitado, o outro aponta:
-- Então você espera ali na beira da calçada que vou pegar algo para matar sua fome. Pode ser um cheesebúrger?
--- Um o que?
--- Um sanduíche de pão com carne e queijo. Pode?
--- Sabe, doutor – o miserável saca as palavras – se eu lhe disser o senhor nem vai acreditar.
--- Não vou?
--- Não vai...
--- Então vamos lá, diga.
--- Eu não estou com fome.
--- Ah, está vendo? – Havia um tom moralista na exclamação – Já vi tudo, você não está pedindo esmola para comer. E se não quer comer, o que quer, naturalmente, é beber.
--- Eu sou um mendigo – o camarada torna – porém não sou mentiroso. O senhor tem razão.
--- Em que eu tenho razão? – O sujeito se desconcerta.
--- Eu, de fato, quero beber, quero um trago. Ali mesmo – aponta para o outro lado da rua, onde havia um boteco não inteiramente sórdido, até por causa do bairro, mas quase.
--- Francamente – o executivo suspira, arrancando a carteira do bolso de trás da calça – não sei onde estou com a cabeça. Mas tudo bem.
Ao entregar a nota de dez reais o pedinte, vendo-a, arregala os olhos, tomado pela surpresa, enquanto o doador observa:
--- Mas fique sabendo que estou vendo que você é um cara forte, com todas as condições de estar trabalhando, não é mesmo?
--- Mas doutor...
--- Nada de mas doutor. O que está acabando com sua vida é a maldita da cachaça, sabia?
--- É que pobre não tem vez...
--- Papo furado. Pode não ter vez em outros países do Terceiro Mundo, mas não aqui no Brasil.
--- Mas doutor... Catorze milhões de desempregados...
--- Deixe de queixumes, pois aqui pobre tem vez sim. Não está vendo o caso do Lula? Era um miserável que vivia comendo terra lá pelo Nordeste. No entanto migrou para São Paulo, subiu na vida e chegou a presidente da República. É verdade que um presidente da República muito do incompetente, que jogou o Brasil no caos e na merda. Mas ele mesmo está bem, riquíssimo e, se escapar da cadeia, vai gozar a vida por cima da carne seca.
Terminado o minidiscurso, nosso herói para de falar, se vira e vai entrando na lanchonete de luxo. Só que o mendigo o chama:
--- Por favor, doutor.
--- Vamos lá, o que é, agora?
O molambento, ainda com a cédula de 10 paus na mão, aponta:
--- Será, doutor, que o senhor não poderia me descolar uma linguicinha daquelas que estão fritando ali?
--- Ué – a resposta sai dura – você não acabou de me dizer que não estava com fome e que desejava apenas um trago?
--- Eu sei – o coitado sorri – mas é que não sei beber sem um tira-gosto..


01/09/2016

Enfim, o golpe.

Enfim, o Golpe.
Por Fernando Gabeira.

Depois de tantos meses de disputas, negociatas e articulações, o dia D do impeachment de Dilma Roussef chegou e enfim tivemos um golpe no Brasil. Mas para a surpresa minha, sua e do mundo, não houve o golpe tão propalado pelos defensores do governo Dilma, mas sim um outro golpe. Na verdade um golpe de mestre, orquestrado e costurado à sorrelfa, ou como se diz hoje em dia, na miúda, por gente graúda. Muito graúda. Se vocês não têm essa ideia com clareza ainda, vamos aos fatos.
Mesmo sabedor da circunstância de que o impeachment estava sacramentado, Lula continuava trabalhando forte nos bastidores. Hoje soubemos o motivo. Não era para evitar o impeachment coisa nenhuma, mas sim para evitar a inabilitação de Dilma.
Segunda pergunta mais importante: quem ganha com o golpe de hoje? Ao menos dois grandes grupos de pessoas: 1) Dilma, PT e todo mundo que trabalhava no discurso do golpe, que agora para sempre poderá dizer que “ah, tanto foi um golpe que ela sequer foi condenada – fica óbvio que ela não cometeu nenhum crime e o único intuito era tirá-la”; e 2) Cunha e todos os demais parlamentares (PMDB em peso) que estão correndo o risco de perderem o mandato, especialmente em épocas de Lava-Jato – não perdendo os direitos políticos, eles poderão concorrer a novas eleições em breve e, por consequência, manter prerrogativas de foro.
Primeira pergunta mais importante: quem participou desse Golpe, além de Lula? Temos todos os nomes, então vamos lá: José Eduardo Cardozo, óbvio; Renan Calheiros, óbvio; Ricardo Lewandowski, óbvio (que já estava com a decisão pronta e redigida, segundo ele porque a possibilidade daquela questão já vinha sendo abordada pela imprensa – aqui, oh!) e obviamente, todos os outros senadores que votaram pelo impeachment, mas não pela inabilitação ou que se abstiveram em relação à segunda, quais sejam: Acir Gurgacz (PDT-RO), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Cidinho Santos (PR-MT), Cristovam Buarque (PPS-DF), Edison Lobão (PMDB-MA), Eduardo Braga (PMDB-AM), Hélio José (PMDB-DF), Jader Barbalho (PMDB-PA), João Alberto Souza (PMDB-MA), Raimundo Lira (PMDB-PB), Renan Calheiros (PMDB-AL), Roberto Rocha (PSB-MA), Rose de Freitas (PMDB-ES), Telmário Mota (PDT-RR), Vicentinho Alves (PR-TO), Wellington Fagundes (PR-MT), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Maria do Carmo Alves (DEM-SE) e Valdir Raupp (PMDB-RO).
É amigos, temos que dar a mão à palmatória. A ideia foi genial. Tudo foi feito na surdina e ninguém da imprensa – pelo menos que eu tenha lido – antecipou essa possibilidade. E vejam a sofisticação da manobra: agora estão falando de impugnar a decisão no STF, por conta da separação das votações. Mas não vejo como impugnar uma parte sem a outra. Quem votou hoje pelo impeachment, votou apenas pelo impeachment, não pelo destaque. Não seria possível presumir a inclusão do destaque na primeira parte da votação de hoje. Assim, se alguém quiser impugnar (como Caiado disse que irá fazer), a decisão do impeachment de Dilma fica anulada e outra sessão deveria ser convocada. É mole?
Por fim, é óbvio ululante e não há como negar que a decisão de separar as votações de hoje foi inconstitucional. A leitura do art. 52, parágrafo único do texto constitucional não admite nenhuma outra interpretação, a não ser de que o impeachment leva à cassação dos direitos políticos.
Mas para que Constituição com o Senado que temos? Com os Partidos que temos? Com o STF que temos?
Hoje finalmente houve um golpe no Brasil. E que belo golpe.

18/03/2016

A DERROCADA MORAL DE UM PAÍS

A DERROCADA MORAL DE UM PAÍS

Este picareta do lula faz pouco do povo brasileiro. Num dia xinga todos os ministros do STF, todos do STJ, chama as companheiras de partido de "mulheres do grelo duro" esculacha os presidentes da câmara e Senado assim como seus membros eleitos, cobra do PGR submissão as suas vontades, trata os seguidores da quadrilha petista como peões bom de briga para defendê-lo, ameaça o vice presidente e solta palavrões pela boca porca acostumada nas fileiras do sindicato do ABC. Depois os seus advogados escrevem uma carta desmentindo ele mesmo e manda ele assinar e publicar. Cujo teor recheado de desculpas ao STF/STJ.
Hoje na passeata de apoio a facção petista e a ele pessoalmente os mesmos participantes que ontem eram peões estavam aplaudindo quando ele se intitulou "lulinha paz e amor".
Resta a nós brasileiros perguntar a ele qual é o verdadeiro lula, já que ele muda conforme a sua conveniência. Não se ouve deste proscrito, nenhum pedido de desculpas sobre as falas e seu comportamento ao arrepio da Lei. Por enquanto ele tem como escudo protetor uma presidência da república conivente, incapaz de governar respondendo a toda hora à justiça por seus atos.
Numa tentativa muito comum e própria em elementos sem caráter a presidente demonstra um apego muito grande ao cargo, mesmo sem credibilidade, sendo constantemente obrigada a mentir ao povo brasileiro. A demora de se tirar do cargo por meios democráticos uma faltosa/desrespeitosa faz perceber o quanto ainda é frágil e corrupto todo o nosso jovem processo democrático.
Se levarmos em conta que a presidente da república presidente do Senado, o presidente da Câmara, o vice presidente poderão ser cassados e presos sem contar uma grande parte dos parlamentares e um ex presidente acusado de roubo também, a que ponto chegamos?
Foi preciso um homem/Juiz, somente um, nos mostrar toda esta podridão.

Alberto R. Filho.