12/02/2013

"Piadas no salão". Por Nelson Motta

“Não podemos permitir que nossa palavra seja cerceada por aqueles que têm o monopólio da comunicação”, bradou Zé Dirceu de punho cerrado, diante de 500 militantes, num salão de Brasília. E como soubemos disso? Pelo Estadão, O GLOBO, a “Folha de São Paulo” e vários jornais, sites, rádios e televisões que têm o monopólio da comunicação no Brasil. Êpa ! Que monopólio de araque é esse com tantas empresas competindo num dos maiores mercados publicitários do mundo?

Hoje no Brasil a coisa mais fácil é criar um jornal, um site ou uma revista que apoie o governo incondicionalmente e o PT preferencialmente. Mais fácil ainda é conseguir patrocinadores entre estatais e órgãos públicos. Difícil é fazer um veículo de comunicação que tenha qualidade e credibilidade para ser consumido não só pela militância partidária, mas capaz de formar a opinião dos leitores pela força dos seus dados e argumentos.

Não podemos permitir que o Zé Dirceu tente cercear a palavra da imprensa independente, que não depende de favores do governo e vive de anunciantes privados que pagam para divulgar e promover seus produtos e serviços nos veículos que atingem o maior público com mais credibilidade. Culpando o mensageiro pela mensagem, Dirceu insiste em “democratizar” a mídia.

Um dos relinchos mais estridentes nos blogs políticos é exigir que Dilma corte toda a publicidade estatal da TV Globo, por criticar o governo. Devem achar que a Caixa, o Banco do Brasil e a Petrobras anunciam na Globo, que tem mais audiência do que todas as outras juntas, não por necessidade de competir no mercado, mas para comprar apoio. Para eles tudo na vida é mensalão.

Depois que a direção nacional do PT e Dilma rejeitaram a proposta de manifestações de massa em sua defesa, por inviáveis e inúteis, Dirceu agora diz que está defendendo o legado do governo Lula e suas grandes conquistas econômicas e sociais — como se uma boa administração legitimasse a compra de partidos e parlamentares para servir ao seu plano de poder.

Como dizia a velha marchinha carnavalesca:

“É ou não é
piada de salão
se acha que não é
então não conte não.”


Nelson Motta é jornalista.
HOTEL DO FAROL, Uma viajem no tempo.

Quando o ônibus me deixou no Chapéu Virado e me vi sozinho arrastando a mochila pela orla ensolarada e deserta, me senti num filme. Num primeiro momento, de aventura, por desbravar um lugar desconhecido e paradisíaco. Mas quando percebi que teria de caminhar por 2 km sob um sol escaldante, sem nenhum táxi ou viva alma por perto, vi que poderia virar um filme de terror. Felizmente não.

Cheguei perto do meio-dia, o que agravava a situação. Mas a sucessão de paisagens é tão incrível que você vai pulando de sombra em sombra meio hipnotizado. Quando vi, já tava entrando pelo estacionamento do hotel. A pé.

O Hotel do Farol fica na ponta da ilha, posição estratégica para receber brisa o dia todo, por todos os lados. Os quartos da construção original são mais baratos pois são antigos, mas têm uma visão privilegiada. Alguns têm banheiro coletivo, o que não seria um problema já que estava sozinho no hotel, mas como o piso passava por reformas, fui para a torre externa.

A história do hotel é bem romântica. Zacharias Mártyres, advogado estabelecido casou-se com uma mulher bem mais jovem e para preservá-la, mudou-se para a ilha, onde todos os dias ela o levava ao porto para trabalhar em Belém –ainda não havia a ponte. Com a morte de Zacharias, dona Adelaide de Almeida construiu o hotel na propriedade do casal, realizando um antigo sonho do marido.

Em frente ao hotel fica uma pequena ilha conhecida como Ilha dos Amores. Toda de pedras, até tentei visitá-la durante a maré baixa, mas ela não é lá muito friendly. Desisti.

O café da manhã, incluído na diária (que vai de R$ 80 a R$ 160) é como aquele servido na casa de uma tia caprichosa. Tem ovos mexidos, frutas, café coado e o melhor: a tapioquinha de Mosqueiro, macia e enroladinha. Tudo tão caseirinho!

Passei boa parte do dia de bobeira na faixa de praia na frente do hotel. Fazia tempo que eu não ficava tanto tempo enfiado na água. Talvez pelo calor ou mais ainda por ser água doce. Mar é lindo, mas me dá coceira, prefiro praia de rio.

À noite o jantar no hotel foi outra cena: sozinho no salão, pedi a Refeição Caseira (R$ 25): filhote empanado servido com vinagrete, arroz, feijão e farofinha de suruí. Queria eu um caseirinho assim todo dia lá em casa! Uma delícia.

Um passeio pela sala de jantar reservada lá estava o casal na parede: seu Zacharias e dona Adelaide. Não sei se gostei mais do piso, do mobiliário ou da comida. Acho que gostei mesmo é de estar ali sozinho, sem gente por perto gritando. Idade é foda.

No final da tarde, o acesso fica turbulento à Ilha dos Amores. Venta muito, é quase dramático.

Mas o amanhecer foi lindo. E eu curti essa vista sentado na mureta do meu quarto, sentindo a brisa fresca enquanto o sol subia devagarinho. Uma viagem.

Hotel do Farol – mapinha aqui Praça Princesa Izabel, 3295 –Mosqueiro/PA – Tel.: 00/xx/91/3771-1219

Link http://marcelokat
TEXTO DE TEREZA COLLOR
Publicado por Mendonça Neto, Jornal Extra - Rio de Janeiro .

Carta aberta ao Senador Renan Calheiros

"Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz". As vacas de Renan dão cria 24 h, por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!
Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.

Do menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978 - que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar - você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem
nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço,
Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a degladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo era abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros, para que os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são vorazes) não
mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe, um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.

Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser Parido o novo Renan.

Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito.
Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um demérito, essa sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda mais, o seu talento
De vencedor.
Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e o ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que, se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria em tudo. Haveria de ser recebido em Palacios, em mansões de milionários, em Congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto,
todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em Fausto e opulência; "Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo
do Rei."

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: "A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível." Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: "Suje-se,
gordo! Quer sujar-se? Suje-se, gordo!"

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso, nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço!
Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua campanha com US1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.

E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha -
e é tudo seu, montanha e glória - ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos olhos indecifráveis Intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na política
brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais, atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que, na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem-cerimônia com que cultiva corruptos? José
Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu pai-velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?

Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje ospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola?
Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal?
No velho dizer dos canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blinda-lo.

E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra - Siba - é o camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo para que a sua bandeira - absolver Renan no Conselho de Ética - consagre a sua carreira.
Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe... É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan.

Que Corregedor!... Que Senado!...Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:

1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil,
2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil,
3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil,
4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil ..

E SÒ.

Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado!!
Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000.Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.

Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranjas? Que herança moral você deixa para seus descendentes?.

Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena? Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: "Não tenho uma só tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho." É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices.
Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso. Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Por favor, divulguem pro Brasil inteiro pra ver se o congresso cria vergonha na cara. Os alagoanos agradecem.

Thereza Collor
"Aprendiz de Sarney". Por Mary Zaidan

Olhos mareados, voz embargada, choro. Não fosse um rol de deslavadas mentiras, o discurso de José Sarney na última sessão em que presidiu o Senado seria de fazer orgulho. A ele, ao Parlamento, ao País.

Mas qual o quê. Nele, deu como obra feita o que não fez. Mais ainda, encheu de elogios o novo presidente da Casa Renan Calheiros, antes mesmo de ele ser eleito. Desrespeitou seus pares, que, por sua vez, desrespeitaram o Legislativo e os eleitores que representam ao ungir alguém que já renunciara ao mesmo cargo para não ser cassado, e que acaba de ser denunciado pelo Ministério Público por três crimes: peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Não se sabe quanto tempo Renan ficará no posto. Mas, mesmo sendo hábil, dificilmente conseguirá bater o imbatível Sarney.
Com quase 83 anos de idade, 58 de vida pública, Sarney, com senso de autoproteção apuradíssimo, sempre conseguiu estar do lado certo: o seu.

Chegou à Câmara dos Deputados em 1955 pelo PSD. Mudou-se rapidamente para a UDN, agremiação arquirrival. Foi da Arena, partido de apoio dos governos militares, e integrou a Frente Liberal que formou com o PMDB a Aliança Democrática que elegeu Tancredo Neves no último Colégio Eleitoral parlamentar, realizado após a derrota da emenda das Diretas-já. Virou vice de Tancredo, subiu ao Planalto. Passou a mandar no PMDB.

Sempre no lugar certo na hora certa. Para ele e os seus. Nem aos maranhenses foi fiel. Em 1990, trocou seu estado natal pelo Amapá para garantir o governo do Maranhão à filha, ampliando os poderes do clã.

Aliou-se a Fernando Collor e desaliou-se. Firmou lealdades diversas, de FHC a Lula, esse último um ex-crítico mordaz que, rapidamente, passou a lhe fazer mesuras. Dilma Rousseff completa a lista dos Sarney-dependentes.

Intocável, vai assombrar para sempre.

Talvez se imagine primeiro-ministro e, por isso, tenha feito uma extemporânea defesa do parlamentarismo. Logo ele, que, há 25 anos, se opunha aos constituintes que no primeiro projeto da Carta optaram por esse sistema de governo. Rejeitado no plebiscito de 1993, o parlamentarismo é adotado nas democracias mais avançadas do mundo. Mas é inviável quando se tem um Congresso que não se dá ao respeito. Que não perde uma só oportunidade para se desmoralizar.

Renan e a maioria absoluta que nele votou que o digam.
O faro para odores mais convenientes Renan também tem. Foi fundador do PSDB, homem de confiança de Collor, ministro de FHC, presidente do Senado na era Lula e, agora, de Dilma. Mas, perto de Sarney, impune e imune, é um aprendiz.

E é isso o que mais assusta.
HONESTOS, PORÉM POBRES.

A prova necessaria (se é que faltava) que precisava para comprovar as más intenções do PT no poder ao conduzir o seu jeito criminoso e abjeto de fazer política fica demonstrado nesta eleição para presidência do Senado.

Ao apoiar o Renan, o PT deixa claro que não aprendeu e nem assimilou o que parte de uma sociedade deseja para o Brasil. O Brasil para eles continua sendo petista. Para governar num ambiente de democracia eles, os petistas, precisam da oposição como parceiros de votação. O que fazem? Apóiam criminosos, ladrões nas eleições, que depois de eleitos passam a disputar cargos de liderança nas comissões e nas presidencias das casas legislativas Brasil a fora e, passam a serem submissos ao poder central.

Tudo indica, e é fato, que as lideranças e seus seguidores xiitas nada aprendeu e nem assimilou as lições de Direito tão bem exemplificada na AP470 na qual membros da facção acima foram execrados e condenados por doutores da lei por práticas danosas ao exercício da boa democracia. Pelo contrário, continuam à achar que foi perseguiçao política aos seus pares.

O PT como partido demorará ainda um bom tempo para aprender como se faz democracia, mesmo que seja necessário extirpar dos seus quadros figuras educadas politicamente dentro de uma doutrina corrupta que nos últimos tempos tem dado aulas e assumidos cargos de liderança no poder. Escândalos não faltam. Envolve sexo, roubo, assassinato, crimes financeiros, compras e vendas de ativos públicos de forma fraudulenta, destruição financeira de empresas de capital misto —PETROBRÁS— etc...

Com a eleição de Calheiros e Henrique Alves para a câmara e Senado, a presidente Dilma terá toda razão em chamá—los de seus.
Teremos Jáder Barbalho, Paulo Salim Maluf, José Genoino (este condenado na AP470) Renan Calheiros, Pedro Taques, Fernando Collor, José Sarney e muitos outros, (a lista é grande) ao lado do PT com um só objetivo. Sugar dos cofres públicos em benefício próprio e tentar se livrar dos braços da lei. São cidadãos que não precisam de currículos, suas folhas corridas nos corredores do STF estão protegidas pelo que abjetamente eles, os advogados defendem nos processos. SIGILO!

Somos jovens, só temos 513 anos, se descontar 300 de colônia ficamos na infância.
Seremos no futuro um país honesto com dirigentes, legisladores e eleitores concientes e honestos. Porém pobre. No século XXl roubaram tudo

Alberto Ribeiro.