22/10/2019

Memória vergonhosa -2-




MEMÓRIA VERGONHOSA (2)



O Governo Collor no afã de conseguir dólares para pagar a dívida externa e usá-lo em outros objetivos, foi capaz de tudo, inclusive o de transmitir uma péssima imagem do Brasil, especialmente da Amazônia ao G-7, os sete países mais ricos do mundo. Para esse objetivo criou um Marco Referencial onde relata um processo histórico de ocupação da Amazônia que não exprime a verdade e degrada portugueses e brasileiros.
A se referir aos portugueses, descobridores do Brasil, os trata como escravocratas e meros exploradores das riquezas amazônicas, diminuindo de forma infame a grandeza dos portugueses ao entregarem de graça, sem nenhuma contrapartida, aos brasileiros a região mais rica do mundo, a Amazônia, cobiçada, como sabemos, secularmente, e agora através de um imundo e indecente plano de apropriação através de uma política ambiental com implante de travas ambientais representado por reservas indígenas descomunais de subsolo riquíssimo, reserva legal instrumento de confisco disfarçado em preservação florestal, e outros tipos de reservas florestais.
Evaristo Eduardo de Miranda destaca a importância e valor dos portugueses ao citar a epopeia portuguesa de séculos atrás que levaram de barco de vela, na força dos braços e enfrentando enormes dificuldades, um marco de fronteira até os confins da Amazônia, plantando-o às margem do Rio Negro, num ponto visível e proeminente para quem viesse do norte, descendo o rio. Qualquer espanhol ou estrangeiro, perdido ou não, vindo da bacia do Orinoco, seria advertido de que estava entrando na Bacia Amazônica, em terras portuguesas e, hoje, na Amazônia Brasileira. Os portugueses, diferente de Collor e outros presidentes traidores, defendiam melhor e com mais amor a Amazônia, implantando um símbolo da nacionalidade e da conquista luso-brasileira na Amazônia.
Para aqueles que acham que os índios têm direito a pedaços da Amazônia, Evaristo de Miranda, informa que cerca de 2.500 anos antes da chegada dos portugueses, a maioria das terras da Amazônia e do Brasil ainda não estavam nas mãos dos índios, como os conhecemos. Seus ocupantes eram outros grupos humanos, diversificados e de diferentes culturas. Eles também tiveram ascendentes e antecessores numa cadeia que remonta a mais de uma dezena de milhares de anos. Os brasileiros mal informados ou a serviço de comunistas e estrangeiros precisam compreender que quando os portugueses se apropriaram da Amazônia ela deixou de pertencer aos índios e se tornou portuguesa e por consentimento, brasileira. Portanto, os índios que ainda habitam a Amazônia e outras regiões do Brasil, são brasileiros e ponto final. Se não aceitam a nacionalidade brasileira que se retirem e busquem outro país ou conquistem outras regiões.
A incorporação da Amazônia ao território brasileiro não foi obra do acaso. Os caminhos pelos quais a Coroa Portuguesa conquistou um território situado originalmente no domínio espanhol não foram aleatórios e sim recheados de estratégia política, meandros inesperados, heroicas surpresas, episódios ocultos, aventuras religiosas e guerreiras, e muita persistência. Eles também deixaram marcas na história e no território da Amazônia. Basta citar um exemplo cristalino da vontade geopolítica portuguesa na Amazônia: o nome das cidades amazônicas. (Quando o Amazonas Corria Para o Pacífico, pag. 17, Evaristo Eduardo de Miranda).
A Amazônia, sem nenhuma dúvida, é brasileira e não tem por que ceder espaço aos índios que se venderam aos estrangeiros transformando-se em obstáculos ao desenvolvimento, podendo ser considerados, caso insistam nesse propósito, a serem expulsos ou presos pelo governo, caso o Governo Brasileiro honesto assim entenda. Permitir que os índios impeçam o desenvolvimento da Amazônia é uma atitude covarde e destrói toda a trabalhosa e corajosa conquista portuguesa. Se a constituição admite que os índios obstaculizem o desenvolvimento da Amazônia é dever do Congresso Nacional corrigir essa anomalia em caráter de urgência, sem nenhum oba-oba comportamento que tem caracterizado os nossos deputados e senadores que ainda não entenderam sua verdadeira função e fazem do seu diploma um meio de vida indecente.
Quando o Governo Collor concluiu os Subsídios Técnicos para apresentar na Conferência Das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente E Desenvolvimento - CNUMAD, o que está contido para explicar a ocupação da Amazônia pela produção da borracha, demonstra sua intenção de transmitir uma história inverídica capciosa que facilita a entrega da Amazônia ao G-7. A verdade ocultada é que as elites dominantes a época do início da produção da borracha vegetal, ignorou o poder econômico da borracha preferindo negociar com os ingleses o café, o que permitiu que os ingleses plantassem a seringueira no Sudeste Asiático, favorecimento que culminou com a falência da atividade econômica gumífera amazônica. O golpe inglês dado na elite dominante brasileira centrada no Sul/Sudeste rendeu bilhões e bilhões de ganhos e maior desenvolvimento para os ingleses, toda a Europa, Canadá, Estados Unidos da América e outras nações, enquanto a Amazônia estagnou e está estagnada até os nossos dias e o Brasil como um todo não passou de um crescimento medíocre com o café, hoje submetido ao comando do Governo Mundial com o risco de perder a Amazônia pela imposição de uma política ambiental criadora de obstáculos intransponíveis, em razão desses obstáculos estarem contidos na Constituição de 88 produzida por um bando de políticos medíocres e irresponsáveis.
A traição do Governo Collor foi mais profunda, além de denegrir a imagem do Brasil junto ao G-7, na ânsia de conseguir dólares forneceu informações aos países ricos de como iria dar início a destruição do processo de desenvolvimento da Amazônia iniciado no Governo Castelo Branco, intenção realizada, fato que estabeleceu um caos programático na região com perdas significativas aprofundando ainda mais os problemas, mais especificamente dos estados amazônicos, uma vez que que a Amazônia não é uma selva inóspita, mas uma região composta por seis estados independentes, estados ignorados como se fossem apêndices onerosos.
Na introdução dos subsídios, preparado pelo Governo Collor para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CIMA, sob a responsabilidade do Ministro Francisco Rezek, das Relações Exteriores, o Brasil faz questão de demonstrar que antecipadamente aceitava como verdade tudo o que o G-7 produziu para impor uma política ambiental de dominação, como a escassez de recursos, escassez para expandir a base econômica de sociedades ricas, de problemas de escassez para armazenar os rejeitos da sociedade industrial, cenário e crise, que caracteriza uma questão ecoambiental, ou seja, ecológica (destruição da base de recursos naturais) e ambiental (saturação da capacidade de recuperação do meio natural), e ecopolítica, diretamente relacionada com os sistemas institucionais e de poder para a distribuição e o uso de recursos naturais, cenário típico europeu, americano e de outros países ricos.
Voltamos a afirmar que o cenário acima descrito de problemas ambientais, não é um cenário brasileiro e muito menos da Amazônia, mas um cenário da Europa, de países do G-7 e de outros países industrializados e altamente desenvolvidos que usaram e abusaram de seus recursos naturais, poluíram como bem entenderam seus centros urbanos, seus rios, destruíram suas florestas, e ainda saquearam recursos naturais de suas colônias. Portanto, em razão de não contarem mais com recursos naturais, pois se esgotaram, e não poder mais saquear colônias que se libertaram do jugo estrangeiro, idealizaram uma nova estratégia, não só para garantirem o saque de recursos naturais de outras regiões, como para consolidar a implantação do Governo Mundial sob o comando de grupos econômicos e políticos poderosos, idealizaram uma nova maneira de dominar nações e povos, usando para esse fim o meio ambiente. Por que essa escolha? Vamos compreender primeiro o que se entende por meio ambiente. Meio ambiente é o conjunto de elementos físicos, químicos, biológicos e sociais que podem causar efeitos diretos ou indiretos sobre os seres vivos e as atividades humanas. O meio ambiente é o conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural. Assim, o meio ambiente é composto por toda a vegetação, animais, micro-organismos, solo, rochas, atmosfera. Também fazem parte do meio ambiente os recursos naturais, como a água e o ar e os fenômenos físicos do clima, como energia, radiação, descarga elétrica e magnetismo. O meio ambiente é composto por quatro esferas diferentes: atmosfera, litosfera, hidrosfera e biosfera. A atmosfera é a camada ar que envolve o planeta, formada por gases como oxigênio, gás carbônico, metano e nitrogênio. A litosfera é a camada mais externa do planeta, formada pelo solo e por uma superfície rochosa, também chamada de crosta terrestre. Já a hidrosfera inclui todas as águas do planeta (rios, mares, lagos, oceanos etc.) e a biosfera é a camada referente à vida e engloba todas as formas de vida que existem na Terra. Como se vê o meio ambiente é essencial para assegurar a vida, uma vida saudável. Sabemos que no mundo atual, com o desenvolvimento de artefatos atômicos entre outras armas de destruição em massa, a dominação através da guerra se tornou difícil e muito oneroso, e que não cabe mais transformar países e regiões em colônias, buscou-se então, outro caminho sem guerra e destruição, - o uso do meio ambiente como arma de domínio. Entretanto, para transformar o meio ambiente em arma de dominação, era preciso primeiro chamar atenção do mundo da sua importância do meio ambiente para a vida dos seres humanos, e ao mesmo tempo, mostrar a todos os povos que a Terra estava doente por responsabilidade de novas tecnologias inventadas que gerou crescimento econômico acelerado provocando em contrapartida problemas ambientais sérios, como aumento de temperatura, poluições generalizadas, desgelo, aumento do nível do mar e outros problemas ambientais, problemas que deveria ser divulgado através de uma gigantesca e intensiva propaganda, o que foi feito com absoluto sucesso em todo o mundo.
Na prática a política ambiental em uso propiciou vantagens excepcionais aos europeus, ao EUA, ao Canadá, ao Japão e a outros países ricos e desenvolvidos, como por exemplo controlar o comércio internacional, impondo as importações uma série de condições de garantias ambientais, menos para os criadores do ambientalismo de resultado. Estava, portanto, implantado o comando do Governo Mundial sob o comando de gigantesco grupo econômico familiar, controladores das grandes corporações, projeto das sociedades secretas.
Necessário ressaltar que a Europa, EUA, e outros países ricos e desenvolvidos foram blindados da obrigação de recuperar o meio ambiente e de outras obrigações, por uma simples razão, todos eles destruíram suas florestas, poluíram seus centros urbanos, seus rios entre outros danos ambientais, e seria impossível voltar no tempo para despoluir e implantar florestas naturais originais e outros cenários naturais, assim como se desenvolverem com outro modelo econômico que não causasse a destruição ambiental. Com certeza o Brasil caiu num golpe de mestre, golpe que os idiotas governantes, políticos e, porque o povo brasileiro aceitou como se fosse um ação honesta para salvar a Terra, como se a Terra não soubesse salvar a si mesma de ataques de umas formiguinhas humanas.
Com seus países blindados, sem nenhuma obrigação de alterar nada do foi consumido e destruído, fácil se tornou impor uma política ambiental de domínio a todos os países emergentes e subdesenvolvidos que possuem grandes territórios e florestas ricos. Por tudo que se mostrou, vale ressaltar a declaração dos produtores de milho nos EUA, o seu grito de vencedores - “Farms Here, Forests There” (Fazendas aqui, Florestas lá), o que é a maior prova de que a política ambiental nada mais é do que uma política econômica de dominação.
Para que os brasileiros não fiquem na história como os grandes bobalhões, há ainda tempo de se perguntarem: Por que submeter a Amazônia aos rigores de uma política ambiental, quando seus recursos naturais estão praticamente intactos, seus rios e centos urbanos não estão poluídos, sua floresta natural está praticamente intacta?
É urgente que os brasileiros admitam que são subdesenvolvidos por conta do saque, do colonialismo, do endocolonialismo, e da traição de elites dominantes corruptas e incompetentes, mas não somos tão burros a ponto de cair no golpe ambientalista e acreditar que o ser humano tem poder e competência para salvar a Terra.


Armando Soares
18/10/2019

Memória vergonhosa. -1-



MEMÓRIA VERGONHOSA (1)


Vamos produzir vários artigos sobre o assunto do meio ambiente para facilitar a leitura e o melhor entendimento da questão ambiental.
COMO TUDO COMEÇOU – UM RESUMO DA CONSTRUÇÃO DA ENGENHARIA AMBIENTAL MUNDIAL DE DOMINAÇÃO E DA AÇÃO DO GOVERNO MUNDIAL QUE SUBJUGOU O BRASIL AOS SEUS DITAMES NOS GOVERNOS DE SARNEY, COLLOR DE MELLO, FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, DILMA E MICHEL TEMER
• Trechos da Declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente (Estocolmo, 1972), parágrafo 6
• Aproveitando a energia gerada pela Conferência, a Assembleia Geral criou, em dezembro de 1972, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente), que coordena os trabalhos da família ONU em nome do meio ambiente global. Suas prioridades atuais são os aspectos ambientais das catástrofes e conflitos, a gestão dos ecossistemas, a governança ambiental, as substâncias nocivas, a eficiência dos recursos e as mudanças climáticas.
• Em 1983, o Secretário-Geral da ONU convidou a médica Gro Harlem Brundtland, mestre em saúde pública e ex-Primeira Ministra da Noruega, para estabelecer e presidir a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.
• Burtland foi uma escolha natural para este papel, à medida que sua visão da saúde ultrapassa as barreiras do mundo médico para os assuntos ambientais e de desenvolvimento humano. Em abril de 1987, a Comissão Brundtland, como ficou conhecida, publicou um relatório inovador, “Nosso Futuro Comum” – que traz o conceito de desenvolvimento sustentável para o discurso público.
• “O desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas próprias necessidades.”
• “Um mundo onde a pobreza e a desigualdade são endêmicas estará sempre propenso à crises ecológicas, entre outras…O desenvolvimento sustentável requer que as sociedades atendam às necessidades humanas tanto pelo aumento do potencial produtivo como pela garantia de oportunidades iguais para todos.”
• “Muitos de nós vivemos além dos recursos ecológicos, por exemplo, em nossos padrões de consumo de energia… No mínimo, o desenvolvimento sustentável não deve pôr em risco os sistemas naturais que sustentam a vida na Terra: a atmosfera, as águas, os solos e os seres vivos.”
• “Na sua essência, o desenvolvimento sustentável é um processo de mudança no qual a exploração dos recursos, o direcionamento dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional estão em harmonia e reforçam o atual e futuro potencial para satisfazer as aspirações e necessidades humanas.”
• As amplas recomendações feitas pela Comissão levaram à realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que colocou o assunto diretamente na agenda pública, de uma maneira nunca antes feita. Realizada no Rio de Janeiro, em 1992, a “Cúpula da Terra”, como ficou conhecida, adotou a “Agenda 21’, um diagrama para a proteção do nosso planeta e seu desenvolvimento sustentável, a culminação de duas décadas de trabalho que se iniciou em Estocolmo em 1972.
• Em 1992, a relação entre o meio ambiente e o desenvolvimento, e a necessidade imperativa para o desenvolvimento sustentável foi vista e reconhecida em todo o mundo. Na Agenda 21, os governos delinearam um programa detalhado para a ação para afastar o mundo do atual modelo insustentável de crescimento econômico, direcionando para atividades que protejam e renovem os recursos ambientais, no qual o crescimento e o desenvolvimento dependem. As áreas de ação incluem: proteger a atmosfera; combater o desmatamento, a perda de solo e a desertificação; prevenir a poluição da água e do ar; deter a destruição das populações de peixes e promover uma gestão segura dos resíduos tóxicos.
• Mas a Agenda 21 foi além das questões ambientais para abordar os padrões de desenvolvimento que causam danos ao meio ambiente. Elas incluem: a pobreza e a dívida externa dos países em desenvolvimento; padrões insustentáveis de produção e consumo; pressões demográficas e a estrutura da economia internacional. O programa de ação também recomendou meios de fortalecer o papel desempenhado pelos grandes grupos – mulheres, organizações sindicais, agricultores, crianças e jovens, povos indígenas, comunidade científica, autoridades locais, empresas, indústrias e ONGs – para alcançar o desenvolvimento sustentável.
• A Assembleia Geral realizou uma sessão especial em 1997, chamada de “Cúpula da Terra +5” para revisar e avaliar a implementação da Agenda 21, e fazer recomendações para sua realização. O documento final da sessão recomendou a adoção de metas juridicamente vinculativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa que geram as mudanças climáticas; uma maior movimentação dos padrões sustentáveis de distribuição de energia, produção e uso; e o foco na erradicação da pobreza como pré-requisito para o desenvolvimento sustentável.
• Os princípios do desenvolvimento sustentável estão implícitos em muitas das conferências da ONU, incluindo: A Segunda Conferência da ONU sobre Assentamentos Humanos (Istambul,1999); a Sessão Especial da Assembleia Geral sobre Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (Nova York, 1999); a Cúpula do Milênio (Nova York, 2000) e seus Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (cujo sétimo objetivo procura “Garantir a sustentabilidade ambiental”) e a Reunião Mundial de 2005.
• Em 1988, a ONU Meio Ambiente (então PNUMA) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) se uniram para criar o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC), que se tornou a fonte proeminente para a informação científica relacionada às mudanças climáticas. O principal instrumento internacional neste assunto, a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), foi adotado em 1992. O Protocolo de Kyoto, que estabelece metas obrigatórias para 37 países industrializados e para a comunidade européia para reduzirem as emissões de gases estufa, foi adotado em 1997.
• Em 2002, a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável foi realizada em Johanesburgo, (África do Sul) entre 8 de agosto e 4 de setembro, para fazer um balanço das conquistas, desafios e das novas questões surgidas desde a Cúpula da Terra de 1992. Foi uma Cúpula de “implementação”, concebida para transformar as metas, promessas e compromissos da Agenda 21 em ações concretas e tangíveis.
• Na Cúpula da Terra, ficou acordado que a maior parte dos financiamentos para a Agenda 21 viria dos setores públicos e privados de cada país. No entanto, foram necessários recursos novos e adicionais para ajudar os esforços dos países em desenvolvimento para implementar as práticas de desenvolvimento sustentável e proteger o meio ambiente global.
• Atendendo a essa necessidade, foi estabelecido a Facilidade Ambiental Global (GEF, na sigla em inglês), em 1991, para ajudar os projetos de financiamento dos países em desenvolvimento que protegem o meio ambiente global e promovem meios de vida sustentáveis nas comunidades locais. Ele forneceu 8,8 bilhões de dólares em doações e gerou mais de 38,7 bilhões em co-financiamento com os governos beneficiários, agências de desenvolvimento internacional, indústrias privadas e ONGs, para ajudar mais de 2.400 projetos em mais de 165 países em desenvolvimento e economias em transição – também fez mais de 10 mil pequenas doações diretamente à organizações não-governamentais e comunitárias.
• Os projetos do GEF – realizados principalmente pela PNUD, ONU Meio Ambiente e pelo Banco Mundial – conservam e fazem o uso da diversidade biológica, combatem as mudanças climáticas, revertem a degradação das águas internacionais, eliminam as substâncias que destroem a camada de ozônio, combatem a degradação da terra e a seca, e reduzem e eliminam a produção e o uso de certos poluentes orgânicos persistentes.
• Para ajudar a avançar a causa do desenvolvimento sustentável de forma contínua, a Assembleia Geral também declarou o período entre 2005 e 2014 como a Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. A Década, que tem a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) como principal agência, procura ajudar as populações a desenvolverem atitudes, habilidades e conhecimento para tomarem decisões informadas para o benefício próprio e dos outros, agora e no futuro, e para agirem sobre essas decisões.
• A lista dos órgãos ativos da ONU para ajudar o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável inclui o Banco Mundial, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização Marítima Internacional (OMI), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
• O Pacto Global da ONU envolve a comunidade empresarial internacional no cumprimento dos princípios ambientais, e uma iniciativa da GEF, do Banco Central, ONU Meio Ambiente e PNUD, ajuda a financiá-lo.
• Tendo em mente a importância do ponto de vista ambiental e do princípio da sustentabilidade, a Assembleia Geral declarou uma série de observâncias para catalisar a ação positiva em todo o mundo. Entre aquelas atualmente em vigor estão a Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) e a Década Internacional, “Água para a Vida”, que começou em 22 de março de 2005. Além disso, a comunidade mundial observou o Ano Internacional das Fibras Naturais, em 2009, o Ano Internacional da Biodiversidade, em 2010, e o Ano Internacional das Florestas, em 2011.
• As datas comemorativas relacionadas ao meio ambiente declaradas pela Assembleia também incluem o Dia Mundial da Água (22 de março), o Dia Internacional para a Diversidade Biológica (22 de maio), o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca (17 de junho), o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio (16 de setembro), o Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente em Tempos de Guerra e Conflito Armado (6 de novembro) e o Dia Internacional das Montanhas (11 de dezembro).
• Desde 2014, a ONU passou a contar com a Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA, na sigla em inglês), cuja primeira edição ocorreu em 2014 e a segunda em 2016.
• A UNEA é a mais importante plataforma da ONU para a tomada de decisões sobre o tema e marcou o início de um período em que o meio ambiente é considerado problema mundial – colocando, pela primeira vez, as preocupações ambientais no mesmo âmbito da paz, segurança, finanças, saúde e comércio.
• A primeira grande conferência-marco na área de meio ambiente foi a Conferência de Estocolmo, de 1972; todos os dados estão no relatório final do encontro, disponível clicando aqui. Os documentos históricos que precederam esse momento estão disponíveis clicando aqui.
• Em 1992 ocorreu no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio 92). Dados gerais podem ser encontrados aqui e aqui. O relatório final, que inclui todos os discursos entregues por escrito à ONU, está disponível clicando aqui.
• Dez anos depois, em 2002, ocorreu em Joanesburgo, na África do Sul, a Rio+10. Informações completas clicando aqui; e em 2012, novamente no Rio de Janeiro, ocorreu a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Documentação completa
• Por fim, em setembro de 2015, ocorreu em Nova York, na sede da ONU, a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável. Nesse encontro, todos os países da ONU definiram os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como parte de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável que deve finalizar o trabalho dos ODM e não deixar ninguém para trás. Com prazo para 2030, mas com o trabalho começando desde já, essa agenda é conhecida como a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Conforme prometido dou início as provas da entrega da Amazônia pelo governo brasileiro sob o comando inicial de Collor de Mello, aos sete países mais ricos do mundo (G-7), como se verifica na Proposta para o Plano Piloto de Conservação da Floresta Amazônica, Brasília, Novembro de 1990; OF/CIRC/SEMAM-PR/GABIN No 045, 04 de outubro de 1991; Subsídios Técnicos Para Elaboração do Relatório Nacional do Brasil para A CNUMAD (Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento); Secretaria de Coordenação dos Assuntos da Amazônia Legal, do Ministério do Meio Ambiente Dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, 16 de março de 1998.
Os brasileiros mal informados terão oportunidade de conhecer como o Governo Brasileiro expôs, desnudou o País para atender os interesses estrangeiros, criando uma história mentirosa e humilhante, expondo fraquezas, contribuindo para que países ricos exercessem total domínio sobre a Amazônia, através de uma política ambiental que nunca foi praticada em seus territórios, com perda de soberania.

Através do que será exposto os brasileiros terão oportunidade de saber como o governo brasileiro forneceu a governos estrangeiros métodos que usou para realizar o desmonte do desenvolvimento econômico e social iniciado pelo Governo Militar, elementos que facilitaram o ataque desfechado sobre a Amazônia através de travas ambientais ao seu desenvolvimento, tudo com apoio dos Governos Sarney, de Collor de Mello, de Fernando Henrique Cardoso, de Lula, de Dilma e de Michel Temer. Foram trinta anos favorecendo interesses estrangeiros até a chegada de Bolsonaro.
Como constatado o mecanismo da entrega da Amazônia aos estrangeiros foi realizado através de estudos em três momentos: em 1990, 1991 e 1998, em três anos, aprovado na ECO-91, e executado em trinta anos, até o Governo de Michel Temer.
Na Proposta do Plano Piloto da Conservação da Floresta Amazônica, o Governo Collor declara seu objetivo de aceitar a conservação da floresta amazônica “mediante elaboração de medidas que contemplavam negociações para a conversão da dívida externa em projetos de proteção ambiental, o incremento da cooperação financeira e a elaboração de um código de conduta para a indústria madeireira”. “A utilização de esquemas de conversão da dívida externa por projetos de conservação ambiental tem-se mostrado, até o momento, bastante limitada em termos de resultados concretos. Não obstante as limitações em relação à magnitude dos problemas ambientais e do montante da dívida, o Governo do Brasil estará aberto à discussão de propostas concretas dentro contexto mais amplo da renegociação da dívida externa.”
O desejo de entregar a Amazônia ao G-7 era tão intenso, que o Governo Collor preparou um processo histórico de ocupação da Amazônia falacioso desdobrando em “Fase da Descoberta e Ocupação (1500-1850)”, “Fase de Ocupação Devido a Exploração Gumífera (1840-1910)”, “Fase da Decadência da Borracha (1910-1950)”, “Fase da Ocupação Moderna (1950- nossos dias)”, “A Ordem Econômica E As Desordens Ambientais”, “As Atividades Agropecuárias e Seus Efeitos: Desmatamento – Queimada”, “O Garimpo”, “A Exploração de Madeira”, “A Urbanização”, “Projetos de Infraestrutura”, “Opções de Desenvolvimento – Condicionamento Ambiental da Ocupação da Amazônia/Condicionantes Científicas e Tecnológicas/A Determinação Regional dos Vetores de Desenvolvimento/Política de Meio Ambiente/A Ação do Governo Federal/Diretrizes De Governo para o Desenvolvimento Regional/As Linhas de Ação Prioritárias/Proteção da Diversidade Biológicas/Mineração/Energia/Sistemas Agropecuários/Pesca e Aquicultura/Sistemas Urbanos e Indústrias/Transporte.”
É visível, lendo a Declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente, que o meio ambiente, dado sua importância foi o melhor instrumento usado via a estrutura organizacional da ONU para por em uso o Projeto do Governo Mundial de dominação de Nações e do ser humano.
Verifica-se, também, que a escolha da médica Gro Harlen Brundtland, mestre em saúde pública a ex-Primeira Ministra da Noruega, para presidir a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento foi uma escolha estratégica apropriada para a implantação no mundo do modelo socialista do desenvolvimento sustentável indicado para controlar o nível de desenvolvimento de países emergentes como o Brasil. Como se pode observar, a fome e a pobreza ainda fazem parte do cenário mundial em grande escala, e o que foi garantido desde 1983, foi o domínio econômico dos países ricos e desenvolvidos e o controle de recursos naturais de regiões como a Amazônia.
A Agenda 21, criada e adotada pela chamada Cúpula da Terra (Governo Mundial), mostra com fidelidade o meio pelo qual os países emergentes e subdesenvolvidos deverão se submeter ao domínio do Governo Mundial. Igualmente a criação do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), foi mais um instrumento que reforçou o projeto de dominação, pois determina, de acordo com a conveniência política as mudanças climáticas, e como consequência o uso de produtos que são de interesse a economia de países que aderiram a criação do Governo Mundial.
Não satisfeitos com esses instrumentos de dominação, o Governo Mundial, através da ONU, seu executivo, se voltou para a educação, criando a Década das Nações Unidas da Educação, um meio para escravizar povos de países emergentes e subdesenvolvidos, contando ainda com a UNESCO, PNDU e Banco Mundial, comunidade empresarial envolvida no cumprimento dos princípios ambientais, tudo aceito no Brasil.
Não devemos esquecer que a constituição de 88 foi criada adotando os princípios ambientais de dominação, o que propiciou a criação de reservas indígenas gigantescas, reserva legal (confisco mascarado), outras reservas, obstáculos que impossibilitam o desenvolvimentos econômico e social brasileiro, como se está presenciando com as dificuldades encontradas pelo Governo Bolsonaro.

Armando Soares
13.10.2019

Quatro anos é pouco


Quatro anos é pouco


Durante décadas o brasileiro foi doutrinado esquecer a Lei e cultuar os bandidos. Este processo começou após o último governo militar com a anistia aos culpados pela crise política que culminou com ascensão do primeiro presidente da era militar (1964/1985).  Com eleição de Tancredo Neves e sua morte após eleito, os mesmos anistiados com novos oportunistas começaram uma propaganda negativa contra tudo que representava a Lei e as boas práticas de ética na vida pública.

Entre 1985 e 2018, aqueles que contribuíram para que o Brasil fosse uma nação de justos e homens probos, foram jogados no limbo da história, enaltecendo os ladrões, fazendo filmes cujos bandidos traficantes viram heróis, assassinos cruéis de uma guerrilha que nos  levariam a um regime que não deu certo em lugar nenhum do mundo, viraram heróis de novelas, filmes, banners. Tomando o cotidiano da política brasileira os que no passado foram banidos do país ou presos por roubo, voltaram a serem eleitos e enaltecidos como heróis por uma camarilha de idiotizados com títulos de eleitor na mão.

Terminaram suas aventuras políticas da mesma forma que foram no passado, presos por roubo, formação de quadrilha. Embora ainda presos continuam nas mentes dos idiotizados e oportunistas que os querem de volta para que tudo volte a ser o mesmo de antes. Só esquecem que teremos quatro anos de um governo de um simples Capitão da reserva eleito por um exército sem farda, sem coturno, mas motivados a resgatar um Brasil que nasceu como nação na esperança de ver brilhar em cada um dos seus cidadãos os princípios básicos dos valores moral e do cumprimento da Lei.
É uma missão difícil para um Capitão que foi eleito para combater em várias frentes; do judiciário, da política, da administração publica com seus corporativismos retrógados, de uma imprensa quase toda corrompida através das décadas por presidentes que os compravam com vultosas verbas públicas, nas estatais com seu corpo de funcionários privilegiados, nos ministérios, um combate sem trégua com as ONGS, enfrentamento ideológico com ditaduras e uma aversão que nutre pela prática de política partidária atualmente visando unicamente o roubo aos cofres públicos através das verbas aos partidos.

Se considerarmos que passaram trinta e quatro (34) anos doutrinando uma população contra tudo que é certo, não é apenas quatro (4) que vai mudar. O presidente sequer tem tempo de mudar o que a população toda conhece como um câncer implantado dentro da maior corte de justiça do país. O STF com seus negociadores com status de ministros, tenta de toda forma desacreditar a própria justiça.

Alberto R. F.