Despedida do TREMA
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que seu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus, Trema.
Texto tirado do Blog: http://gramaticandofacil.blogspot.com/2011/03/queda-do-trema.html
Imagens plotado aqui foi tirado do google/imagens
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17/06/2011
13/06/2011
Sabores paraenses. -TACACÁ -
TACACÁ.
"O tacacá, toma-se? Bebe-se? Sorve-se? Saboreia-se? Não, o tacacá deseja-se, de repente, como se deseja uma mulher, como se deseja retornar ao amor da adolescência. O tacacá possui o toque agudo da saudade. A memória de seu sabor salgado e ardente assalta-nos sem aviso, em pleno dia, em determinadas horas de distração. Naquele momento involuntário de repouso quando, por fim ao cair da tarde sobre o rio, respiramos. Certo e pequeno instante, dezenas de sugestões cruzam a mente. Todos os atos gratuitos e cheios de graça da vida: uma criança correndo na grama, braços em repouso e um regaço, mãe amamentando o filho, avião acendendo e apagando as luzes na bruma da noite, navio singrando a baía, luar úmido sobre igarapés - vontade de tomar tacacá. Desejo de tacacá. Porque, para tomá-lo, é preciso, antes de tudo, um ritual.
É preciso que seja ao anoitecer. Ainda não de todo noite completa; ainda não dia findo. Àquela hora semi-crepuscular, indecisa e feminina quando, por fim, o céu se envolve de um azul-cinzento intenso ou aquela chuva antes da saída da lua. É preciso que estejamos cansados, tão fatigados que nada nos afigure mais necessário, naquele momento, do que tomar um tacacá. Nem o bate-papo informal com o amigo. Nem o café na Central. Nem o olhar à mulher que passa. Apenas, a procura, a única procura por um tacacá, com pouca pimenta ou muita e bem quente.
Depois, é preciso que haja um banco. Tacacá toma-se sentado para que o corpo repouse e possa se entregar completamente ao prazer de saboreá-lo. Porque o tacacá é extremamente absorvente. Quando bem feito, o que ocorre pouco. Pois fazê-lo e tomá-lo é uma arte.
É preciso, também, que a noite desponte ao chegarmos junto ao carrinho de tacacá. E comece a chover, levemente. Faça algo de frio, algo de úmido. O que não é difícil em Belém. Depois, como estamos cansados e queremos esquecer, esperamos. Uma paciência longa e calma, até que a dona do tacacá termine por prepará-lo.
De preferência que seja em Nazaré ou olhando a Igreja da Trindade. É preciso que o tucupi seja leve, amarelo-canário e novo. Que a goma boie no líquido, espalhada por acaso e se mostre apenas por alguns instantes; que não haja muita folha; que os três ou quatro camarões sejam médios, nem grandes demais ou minúsculo e somente uma parte deles apareça, a ligeira carne rósea a deixar-se entrever, adivinhar-se na cuia olorosa. Depois, é preciso que haja sal e pimenta de cheiro, mas não em demasia; o suficiente para nos queimar a alma nos primeiros goles e reanimar o corpo; então renascemos para a noite e a alegria novamente nos habita. O suficiente apenas para desvanecer seu fervor após esses primeiros goles e tornar-se depois, uma presença quente, já quase uma memória, na ponta da língua.
É preciso saber tomar o tacacá. Aos primeiros sorvos integralmente seu calor, sua salinidade, seu gosto de mar quente, de arbusto e molusco que os lábios experimentam fugidiamente. É preciso que o jambú e os camarões pousem lentamente no fundo da cuia e venham à boca, por si mesmos, sem o auxílio dos dedos. É necessário que não sejamos interrompidos. Apenas um aceno de cabeça aos conhecidos que passam. Um filtro mágico que se bebe em silêncio e solidão. Somente a comunicação imperceptível com a tacacazeira: feiticeira moderna numa terra onde as lendas ainda sobrevivem em um mundo que se materializa inexoravelmente.
Chegados ao fim do tacacá, é preciso que o mesmo ainda se conserve morno, assim como o fim de um amor. Jamais frio. Não existe nada pior do que um tacacá frio. É como champanhe sem gelo. Neste momento tomaremos contacto real com as grandes porções maternais de goma penetradas pelo tucupi e pela amargura das folhas. Há sempre um gato gordíssimo perto do carro de uma tacacazeira. Ele comerá, displicentemente, as cascas de camarão que atirarmos ao chão. A cuia está vazia.
Agora, o mais importante: jamais repetir o tacacá, na mesma noite. A segunda cuia nunca devolverá o sabor da primeira. O primeiro tacacá daquele dia é único, autêntico, original, insubstituível como o gosto do primeiro beijo. Como a primeira entrega de amor. Porque os tecidos de nosso cansaço e de nossos desejos são satisfeitos. Porque foi necessário todo um dia infrutífero e todo um sol de toda uma chuva para alcançá-la. Todo o equívoco das relações humanas, toda a falta de solidariedade, de cortesia, de amizade e de comunicação com os outros. A decepção será fatal se arriscarmos um segundo, fiéis à gula. É preciso permitir-se um resto de fome, um resto de desejo para o dia seguinte, um resto de tristeza intransferível. Quando a baía abrir suas margens de musgo para recolher as asas do dia; quando a lua surgir em seu halo de chuva; quando chegarmos ao fim de nossas tarefas cotidianas, então, novamente, sentiremos na ponta da língua a subtaneidade acre do tucupi.
Paraenses, não vos espanteis com essa narrativa. O que, para vós é banal e acessível desde a infância, para um sulista é um mistério, uma surpresa e um inédito prazer. Muito comum é o visitante de outro Estado que vem a Belém pela primeira vez e olha, desconfiado, aquele grupo de pessoas ao redor de um carro de tacacá. Os movimentos das mãos da tacacazeira lavando as cuias e servindo-as, Os utensílios toscos, rudimentares. O turista, cheio de suspeitas e de teorias anticépticas, recusa-se a prová-la com argumentos de falta de higiene. Procura máquinas a vapor que sequem automaticamente as cuias. Busca torneiras reluzentes de onde jorre um tucupi sintético e insosso; e só encontra aquela magia indígena, obscura, inconsciente perante a qual recua porque seu coração não possui mais raízes fixas no mistério da natureza. Porque não é mais um homem natural.
Paraenses, vós desconheceis vossas próprias riquezas. Dia chegará a que o gigante levantará a grande cabeça de florestas de seu berço esplêndido e o Brasil será redescoberto (não mais pelos portugueses). O tacacá deixará de ser um usufruto particular e banal. E, em clima frio e chuvoso como o de São Paulo será servido à noite, entre centenas de sessões de cinemas superluxuosos. Milhares de tacacás industrializados, produzidos por intrincados mecanismos de alumínio e aço. E o mistério amazônico perder-se-á para sempre. Será recolhido ao coração de alguma floresta ainda virgem, porém, impenetrável e densa. Lá onde os homens não possam mais capturá-lo e bebê-lo, distraidamente, sem amor e sem ritos. “Lá onde, enfim, seu selvagem sabor repouse intacto e inacessível no bojo do tempo.”
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"O tacacá, toma-se? Bebe-se? Sorve-se? Saboreia-se? Não, o tacacá deseja-se, de repente, como se deseja uma mulher, como se deseja retornar ao amor da adolescência. O tacacá possui o toque agudo da saudade. A memória de seu sabor salgado e ardente assalta-nos sem aviso, em pleno dia, em determinadas horas de distração. Naquele momento involuntário de repouso quando, por fim ao cair da tarde sobre o rio, respiramos. Certo e pequeno instante, dezenas de sugestões cruzam a mente. Todos os atos gratuitos e cheios de graça da vida: uma criança correndo na grama, braços em repouso e um regaço, mãe amamentando o filho, avião acendendo e apagando as luzes na bruma da noite, navio singrando a baía, luar úmido sobre igarapés - vontade de tomar tacacá. Desejo de tacacá. Porque, para tomá-lo, é preciso, antes de tudo, um ritual.
É preciso que seja ao anoitecer. Ainda não de todo noite completa; ainda não dia findo. Àquela hora semi-crepuscular, indecisa e feminina quando, por fim, o céu se envolve de um azul-cinzento intenso ou aquela chuva antes da saída da lua. É preciso que estejamos cansados, tão fatigados que nada nos afigure mais necessário, naquele momento, do que tomar um tacacá. Nem o bate-papo informal com o amigo. Nem o café na Central. Nem o olhar à mulher que passa. Apenas, a procura, a única procura por um tacacá, com pouca pimenta ou muita e bem quente.
Depois, é preciso que haja um banco. Tacacá toma-se sentado para que o corpo repouse e possa se entregar completamente ao prazer de saboreá-lo. Porque o tacacá é extremamente absorvente. Quando bem feito, o que ocorre pouco. Pois fazê-lo e tomá-lo é uma arte.
É preciso, também, que a noite desponte ao chegarmos junto ao carrinho de tacacá. E comece a chover, levemente. Faça algo de frio, algo de úmido. O que não é difícil em Belém. Depois, como estamos cansados e queremos esquecer, esperamos. Uma paciência longa e calma, até que a dona do tacacá termine por prepará-lo.
De preferência que seja em Nazaré ou olhando a Igreja da Trindade. É preciso que o tucupi seja leve, amarelo-canário e novo. Que a goma boie no líquido, espalhada por acaso e se mostre apenas por alguns instantes; que não haja muita folha; que os três ou quatro camarões sejam médios, nem grandes demais ou minúsculo e somente uma parte deles apareça, a ligeira carne rósea a deixar-se entrever, adivinhar-se na cuia olorosa. Depois, é preciso que haja sal e pimenta de cheiro, mas não em demasia; o suficiente para nos queimar a alma nos primeiros goles e reanimar o corpo; então renascemos para a noite e a alegria novamente nos habita. O suficiente apenas para desvanecer seu fervor após esses primeiros goles e tornar-se depois, uma presença quente, já quase uma memória, na ponta da língua.
É preciso saber tomar o tacacá. Aos primeiros sorvos integralmente seu calor, sua salinidade, seu gosto de mar quente, de arbusto e molusco que os lábios experimentam fugidiamente. É preciso que o jambú e os camarões pousem lentamente no fundo da cuia e venham à boca, por si mesmos, sem o auxílio dos dedos. É necessário que não sejamos interrompidos. Apenas um aceno de cabeça aos conhecidos que passam. Um filtro mágico que se bebe em silêncio e solidão. Somente a comunicação imperceptível com a tacacazeira: feiticeira moderna numa terra onde as lendas ainda sobrevivem em um mundo que se materializa inexoravelmente.
Chegados ao fim do tacacá, é preciso que o mesmo ainda se conserve morno, assim como o fim de um amor. Jamais frio. Não existe nada pior do que um tacacá frio. É como champanhe sem gelo. Neste momento tomaremos contacto real com as grandes porções maternais de goma penetradas pelo tucupi e pela amargura das folhas. Há sempre um gato gordíssimo perto do carro de uma tacacazeira. Ele comerá, displicentemente, as cascas de camarão que atirarmos ao chão. A cuia está vazia.
Agora, o mais importante: jamais repetir o tacacá, na mesma noite. A segunda cuia nunca devolverá o sabor da primeira. O primeiro tacacá daquele dia é único, autêntico, original, insubstituível como o gosto do primeiro beijo. Como a primeira entrega de amor. Porque os tecidos de nosso cansaço e de nossos desejos são satisfeitos. Porque foi necessário todo um dia infrutífero e todo um sol de toda uma chuva para alcançá-la. Todo o equívoco das relações humanas, toda a falta de solidariedade, de cortesia, de amizade e de comunicação com os outros. A decepção será fatal se arriscarmos um segundo, fiéis à gula. É preciso permitir-se um resto de fome, um resto de desejo para o dia seguinte, um resto de tristeza intransferível. Quando a baía abrir suas margens de musgo para recolher as asas do dia; quando a lua surgir em seu halo de chuva; quando chegarmos ao fim de nossas tarefas cotidianas, então, novamente, sentiremos na ponta da língua a subtaneidade acre do tucupi.
Paraenses, não vos espanteis com essa narrativa. O que, para vós é banal e acessível desde a infância, para um sulista é um mistério, uma surpresa e um inédito prazer. Muito comum é o visitante de outro Estado que vem a Belém pela primeira vez e olha, desconfiado, aquele grupo de pessoas ao redor de um carro de tacacá. Os movimentos das mãos da tacacazeira lavando as cuias e servindo-as, Os utensílios toscos, rudimentares. O turista, cheio de suspeitas e de teorias anticépticas, recusa-se a prová-la com argumentos de falta de higiene. Procura máquinas a vapor que sequem automaticamente as cuias. Busca torneiras reluzentes de onde jorre um tucupi sintético e insosso; e só encontra aquela magia indígena, obscura, inconsciente perante a qual recua porque seu coração não possui mais raízes fixas no mistério da natureza. Porque não é mais um homem natural.
Paraenses, vós desconheceis vossas próprias riquezas. Dia chegará a que o gigante levantará a grande cabeça de florestas de seu berço esplêndido e o Brasil será redescoberto (não mais pelos portugueses). O tacacá deixará de ser um usufruto particular e banal. E, em clima frio e chuvoso como o de São Paulo será servido à noite, entre centenas de sessões de cinemas superluxuosos. Milhares de tacacás industrializados, produzidos por intrincados mecanismos de alumínio e aço. E o mistério amazônico perder-se-á para sempre. Será recolhido ao coração de alguma floresta ainda virgem, porém, impenetrável e densa. Lá onde os homens não possam mais capturá-lo e bebê-lo, distraidamente, sem amor e sem ritos. “Lá onde, enfim, seu selvagem sabor repouse intacto e inacessível no bojo do tempo.”
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03/11/2010
Rios, Amazonas e Negro
O Encontro das águas
A confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, resultam em um fenômeno popularmente conhecido como “Encontro das Águas”. É uma das principais atrações turisticas da cidade de Manaus. Por uma extensão de mais de 6 km, as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar.
O interessante são as propriedades químicas dessas água:
Rio Solimões: Cor Ocre
Rio Negro: Cor Marron-oliva
Transparência ao disco de Secchi:
Amazonas: 0,1 a 1,0 m
Negro: 1,3 a 2,9 m
Material suspensão:(mg/L)
Amazonas:>100
Negro <1,0
Substância húmicas:(mg/L)
Amazonas:14,1
Negro: 26,6
pH:
Amazonas:6,2 a 7,2
Negro: 3,8 a 4,9
Nutrientes:
Amazonas:Rica
Negro: pobre
Nota-se uma diferença muito grande entre a quantidade de material em suspensão; ou seja as duas águas possuem densidade diferentes. Outra peculariedade é a diferença de temperatura velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 22°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 28°C. O resultado de tudo isso é encontro dois tipos de água, uma “leve” e outra “pesada”, como não há praticamente agitação tem-se o famoso Encontro da Águas. Para muito é o local onde nasce o Rio Amazonas.
Dr.Genilson Pereira Santana
A confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, resultam em um fenômeno popularmente conhecido como “Encontro das Águas”. É uma das principais atrações turisticas da cidade de Manaus. Por uma extensão de mais de 6 km, as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar.
O interessante são as propriedades químicas dessas água:
Rio Solimões: Cor Ocre
Rio Negro: Cor Marron-oliva
Transparência ao disco de Secchi:
Amazonas: 0,1 a 1,0 m
Negro: 1,3 a 2,9 m
Material suspensão:(mg/L)
Amazonas:>100
Negro <1,0
Substância húmicas:(mg/L)
Amazonas:14,1
Negro: 26,6
pH:
Amazonas:6,2 a 7,2
Negro: 3,8 a 4,9
Nutrientes:
Amazonas:Rica
Negro: pobre
Nota-se uma diferença muito grande entre a quantidade de material em suspensão; ou seja as duas águas possuem densidade diferentes. Outra peculariedade é a diferença de temperatura velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 22°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 28°C. O resultado de tudo isso é encontro dois tipos de água, uma “leve” e outra “pesada”, como não há praticamente agitação tem-se o famoso Encontro da Águas. Para muito é o local onde nasce o Rio Amazonas.
Dr.Genilson Pereira Santana
Sobre aspirina.
A história da aspirina
Desde o quinto século d.C. era sabido que mastigar casca de salgueiro aliviava a dor. O composto químico responsável pelo efeito analgésico, só foi isolado em 1860, que é o ácido salicílico. O sabor desse ácido era muito azedo, além de provocar irritação no estômago. Para melhorar as qualidades do analgésico, em 1874 os químicos sintetizaram o salicilato de sódio. Infelizmente, os químicos só conseguiram reduzir o seu gosto amargo. Somente em 1899, que a substância acetilsalicílico passou a ser comercializada como o nome de aspirina pela companhia alemã Bayer. Para tando os químicos da Bayer utilizaram a reação entre o ácido salicílico e o anidro acético para produzir o analgésico.
Desde o quinto século d.C. era sabido que mastigar casca de salgueiro aliviava a dor. O composto químico responsável pelo efeito analgésico, só foi isolado em 1860, que é o ácido salicílico. O sabor desse ácido era muito azedo, além de provocar irritação no estômago. Para melhorar as qualidades do analgésico, em 1874 os químicos sintetizaram o salicilato de sódio. Infelizmente, os químicos só conseguiram reduzir o seu gosto amargo. Somente em 1899, que a substância acetilsalicílico passou a ser comercializada como o nome de aspirina pela companhia alemã Bayer. Para tando os químicos da Bayer utilizaram a reação entre o ácido salicílico e o anidro acético para produzir o analgésico.
Sobre o processo de eletrólise do alumínio
A eletrólise do alumínio
Charles Martin Hall, com 23 anos, em 1886 ele dissolveu a alumina em criolita (Na2AlF6) fundida a 1.000 oC Celsius para depois submeter a mistura a uma eletrólise, passando a fabricar alumínio por esse método. Hall fundou a Aluminum Corporation of America, empresa com a qual fez fortuna.
Coincidentemente, no mesmo ano, Paul-Louis-Toussaint Héroult jovem francês também com 23 anos, trabando independenteemente em seu país, chegou às mesmas conclusões que Hall. Por causa disso, o processo para a obtenção do alumínio utilizando a eletrólise é conhecido atualmente com Processo Héroult-Hall.
Genilson Pereira Santana
Bacharel em Química pela Universidade Federal de Viçosa (1990), mestre em Química Analítica pela Universidade Federal de Minas Gerais (1993) e doutor em Físico-Química pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997).
Charles Martin Hall, com 23 anos, em 1886 ele dissolveu a alumina em criolita (Na2AlF6) fundida a 1.000 oC Celsius para depois submeter a mistura a uma eletrólise, passando a fabricar alumínio por esse método. Hall fundou a Aluminum Corporation of America, empresa com a qual fez fortuna.
Coincidentemente, no mesmo ano, Paul-Louis-Toussaint Héroult jovem francês também com 23 anos, trabando independenteemente em seu país, chegou às mesmas conclusões que Hall. Por causa disso, o processo para a obtenção do alumínio utilizando a eletrólise é conhecido atualmente com Processo Héroult-Hall.
Genilson Pereira Santana
Bacharel em Química pela Universidade Federal de Viçosa (1990), mestre em Química Analítica pela Universidade Federal de Minas Gerais (1993) e doutor em Físico-Química pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997).
18/09/2010
A sabedoria de napoleão Bonaparte.
A SABEDORIA DO GENERAL NAPOLEÃO BONAPARTE
Dizem que Napoleão Bonaparte classificava seus soldados em 4 tipos:
1. Os inteligentes com iniciativa ;
2. Os inteligentes sem iniciativa ;
3. Os ignorantes sem iniciativa ;
4. Os ignorantes com iniciativa.
. Aos inteligentes com iniciativa - Napoleão dava as funções de comandantes gerais... estrategistas Aos inteligentes sem iniciativa - Napoleão deixava-os como oficiais para receberem ordens superiores... para cumpri-las com diligência.
Aos ignorantes sem iniciativa - Napoleão colocava-os à frente da batalha - "buchas de canhão"... como dizemos popularmente
Aos ignorantes com iniciativa - Napoleão não dava nada: odiava-os e não os queria em seus Exércitos.
Um ignorante com iniciativa é capaz de fazer besteiras enormes e, depois, dissimuladamente, tentar ocultá-las.
Um ignorante com iniciativa faz o que não deve, fala o que não deve, e até envolve-se com quem não deve e, depois, diz que "não sabia".
Um ignorante com iniciativa faz perder boas idéias, bons projetos, bons clientes, bons fornecedores, bons homens públicos.
Um ignorante com iniciativa produz sem qualidade, porque resolve alterar processos definidos e consagrados.
Um ignorante com iniciativa é, portanto, um grande risco para o desenvolvimento e o progresso de qualquer empresa e governo.
Napoleão não os queria... em sua vida, no seu exército, na sua empresa e no governo do seu país...
fim.
Dizem que Napoleão Bonaparte classificava seus soldados em 4 tipos:
1. Os inteligentes com iniciativa ;
2. Os inteligentes sem iniciativa ;
3. Os ignorantes sem iniciativa ;
4. Os ignorantes com iniciativa.
. Aos inteligentes com iniciativa - Napoleão dava as funções de comandantes gerais... estrategistas Aos inteligentes sem iniciativa - Napoleão deixava-os como oficiais para receberem ordens superiores... para cumpri-las com diligência.
Aos ignorantes sem iniciativa - Napoleão colocava-os à frente da batalha - "buchas de canhão"... como dizemos popularmente
Aos ignorantes com iniciativa - Napoleão não dava nada: odiava-os e não os queria em seus Exércitos.
Um ignorante com iniciativa é capaz de fazer besteiras enormes e, depois, dissimuladamente, tentar ocultá-las.
Um ignorante com iniciativa faz o que não deve, fala o que não deve, e até envolve-se com quem não deve e, depois, diz que "não sabia".
Um ignorante com iniciativa faz perder boas idéias, bons projetos, bons clientes, bons fornecedores, bons homens públicos.
Um ignorante com iniciativa produz sem qualidade, porque resolve alterar processos definidos e consagrados.
Um ignorante com iniciativa é, portanto, um grande risco para o desenvolvimento e o progresso de qualquer empresa e governo.
Napoleão não os queria... em sua vida, no seu exército, na sua empresa e no governo do seu país...
fim.
17/09/2010
História da Cachaça.
Momento cultural
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
- O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE' .
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
História contada no Museu do Homem do Nordeste
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
- O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE' .
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
História contada no Museu do Homem do Nordeste
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