31/12/2017

2017.

2017.

Que ano difícil para o Brasil! Conseguimos tirar uma doida disléxia da presidência, desmascarar e condenar um ex presidente ladrão e mentiroso, prender vários parlamentares, empresários, funcionários públicos, falsos executivos de estatais, governadores presos ou indiciados, doleiros, ministros etc... Mas a rede de corrupção tão bem plantada não nos deu a oportunidade de termos ainda um presidente da República honesto. O que era vice assumiu e fazia parte do esquema. Não restou prá ele outra coisa senão cunhar a frase do ano: "TEM QUE MANTER ISSO VIU?". 

2018 que se avizinha nos mostra como devemos fazer para compor as casas legislativas, os governos de Estados e a presidência da República. Temos uma "Suprema" Corte comprometida em salvar das penas impostas, os condenados. Um presidente liliputiano procurando no indulto um salvaguarda aos seus pares.

 Dois imundos na presidência das duas casas do Congresso dificultando as tarefas árduas de uma justiça que surge numa parte do judiciário. 
Partidos que mais parecem facções criminosas agindo às claras de um STE presidido por um eloquente bravateiro que usa sua caneta para assinar HC em favor dos que lhe prestam favores.

Entraremos 2018 com um país destroçado economicamente e moralmente sem valores que possamos transmitir aos nossos filhos o que na realidade desejávamos. Erramos em eleições anteriores e com certeza quase absoluta vamos também errar em 2018 porque no arfã da busca por homens prôbos não encontraremos, devido as ações destes delinquentes nas presidências dos partidos.

14/12/2017

ILUSIONISTA OU TRAMBIQUEIRO?

                                     ILUSIONISTA OU TRAMBIQUEIRO?

Nos idos da década de 70 no sindicato de pelegos do ABC ele, Luís Inácio Lula da Silva liderava a sua primeira greve de operários do ABC paulista em 78 no período do governo militar. No início dos anos 80, aliou-se a intelectuais e a outros líderes sindicais, para fundar o PT (Partido dos Trabalhadores), do qual se tornou presidente. No ano seguinte, liderou nova greve de metalúrgicos, foi preso e teve seu mandato sindical cassado. Participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e, em junho de 1983, integrou a frente suprapartidária pró-eleições diretas para a presidência da República com os governadores de São Paulo, Franco Montoro (PMDB), e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT).  Lula foi eleito, em 1986, deputado federal constituinte com a maior votação do país. Concorreu à presidência da República em 1989, quando foi derrotado no segundo turno por Fernando Collor de Mello, e em 1994 e 1998, quando perdeu para Fernando Henrique Cardoso. Em 1995, deixou a presidência do PT e tornou-se presidente de honra do partido. Em 2002, foi eleito presidente do Brasil com votação recorde de 50 milhões de votos. Reelegeu-se em 2006, vencendo, em segundo turno, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo Alckmin.
Esta biografia acima poderia forjar um líder inconteste no cenário político do Brasil, mas ao contrário, nascia nesta conturbada década dos anos 80 um ilusionista que escondia na sua barba espessa suas verdadeiras intenções sem levar em conta em quem ele tinha se tornado. Como todo trambiqueiro, foi passando o seu rôlo compressor pelos seus companheiros antigos que se guiavam por uma ideologia e faziam dele uma liderança política com viés populista. Suas verdadeiras intenções foram aparecendo a medida que ganhava mais poder popular e político. Sua sede por ascensão financeira não tinha limites mesmo se comprometesse a saúde dos cofres das Estatais, onde seus novos fiéis aliados nesta nova modalidade de roubo tinham nele a garantia financeira de torneiras abertas. À medida que enriquecia aumentava seus gostos por supérfluos cada dia mais caro, Jatos, vinhos, mulheres, viagens, etc.. Forjava palestras em países pobres da África e América Central e do Sul onde governos ditatoriais recebiam de bom grado investimentos do BNDES nas ditas palestras onde eram assinados os contratos com empreiteiras brasileiras para obras caríssimas em infraestruturas ficando explícitos os pagamentos em forma de propina ao senhor presidente.
Sua rede de fiéis escudeiros também se locupletava de forma insana nos recursos públicos sem levar em conta que estes recursos estavam sendo desviado de áreas tão sensíveis da vida dos brasileiros como saúde, educação, segurança etc... O partido que lhe dava sustentação política, também envolvido nos desfalques era o responsável por comprar possíveis congressistas e imprensas tais como blogs sujos, jornais, rádios e tvs. Formava ali sob sua batuta a maior quadrilha que já se viu em um país. Mesmo nas ditaduras de esquerda como Cuba, Venezuela Coréia do Norte não se formava uma equipe tão diversa em ideologia, mas iguais em interesses espúrios.
Caso não tivéssemos um ministério público formado por jovens extremamente compromissados com seus juramentos de ética e moralidade pública capitaneada por Deltan Martinazzo Dallagnol de 37 anos nascido em Pato Branco/Paraná, uma polícia federal atuante e um, tão somente um Juíz (Sérgio Moro) na primeira fase da investigação este trambiqueiro (Luís Inácio Lula da Silva) que se passava por ilusionista estaria até os dias de hoje assaltando os cofres juntamente com seus asseclas em nome de uma ideologia caduca que não deu certo em nenhum local do planeta.
Condenado já está, na primeira instância à 9 ½ de cadeia, recursos ainda pela frente aos montes conforme uma constituição trôpega escrita pelos párias que habitam nosso congresso.
Alberto Ribeiro Filho

PS: É conhecido como Lula, forma hipocorística de "Luís". Ganhou esta alcunha nos tempos em que era representante sindical. Posteriormente, este apelido foi oficialmente adicionado ao seu nome legal para poder representá-lo eleitoralmente.

01/12/2017

O príncipe e o mendigo.


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 Dia 26.11, publicada no jornal Correio Popular, de Campinas, SP
O príncipe e o mendigo

Ele ia entrando numa dessas lanchonetes modernas, de muito acrílico e esmaltes, em pleno Cambuí Nobre, quando foi abordado, na porta, por um mendigo:
--- Boa tarde, senhor; será...
Ao verificar que se tratava de figura ainda relativamente nova e, portanto, em condições de pegar no pesado, chegou a pensar numa descompostura. Porém, optou por outra estratégia:
--- Muito bem – diz – se você está com fome eu te pago um sanduíche.
--- Ora – o pedinte chega a recuar – o que é isso, doutor? Eles não me deixam entrar aí.
Constatando o efetivo precário estado de apresentação do coitado, o outro aponta:
-- Então você espera ali na beira da calçada que vou pegar algo para matar sua fome. Pode ser um cheesebúrger?
--- Um o que?
--- Um sanduíche de pão com carne e queijo. Pode?
--- Sabe, doutor – o miserável saca as palavras – se eu lhe disser o senhor nem vai acreditar.
--- Não vou?
--- Não vai...
--- Então vamos lá, diga.
--- Eu não estou com fome.
--- Ah, está vendo? – Havia um tom moralista na exclamação – Já vi tudo, você não está pedindo esmola para comer. E se não quer comer, o que quer, naturalmente, é beber.
--- Eu sou um mendigo – o camarada torna – porém não sou mentiroso. O senhor tem razão.
--- Em que eu tenho razão? – O sujeito se desconcerta.
--- Eu, de fato, quero beber, quero um trago. Ali mesmo – aponta para o outro lado da rua, onde havia um boteco não inteiramente sórdido, até por causa do bairro, mas quase.
--- Francamente – o executivo suspira, arrancando a carteira do bolso de trás da calça – não sei onde estou com a cabeça. Mas tudo bem.
Ao entregar a nota de dez reais o pedinte, vendo-a, arregala os olhos, tomado pela surpresa, enquanto o doador observa:
--- Mas fique sabendo que estou vendo que você é um cara forte, com todas as condições de estar trabalhando, não é mesmo?
--- Mas doutor...
--- Nada de mas doutor. O que está acabando com sua vida é a maldita da cachaça, sabia?
--- É que pobre não tem vez...
--- Papo furado. Pode não ter vez em outros países do Terceiro Mundo, mas não aqui no Brasil.
--- Mas doutor... Catorze milhões de desempregados...
--- Deixe de queixumes, pois aqui pobre tem vez sim. Não está vendo o caso do Lula? Era um miserável que vivia comendo terra lá pelo Nordeste. No entanto migrou para São Paulo, subiu na vida e chegou a presidente da República. É verdade que um presidente da República muito do incompetente, que jogou o Brasil no caos e na merda. Mas ele mesmo está bem, riquíssimo e, se escapar da cadeia, vai gozar a vida por cima da carne seca.
Terminado o minidiscurso, nosso herói para de falar, se vira e vai entrando na lanchonete de luxo. Só que o mendigo o chama:
--- Por favor, doutor.
--- Vamos lá, o que é, agora?
O molambento, ainda com a cédula de 10 paus na mão, aponta:
--- Será, doutor, que o senhor não poderia me descolar uma linguicinha daquelas que estão fritando ali?
--- Ué – a resposta sai dura – você não acabou de me dizer que não estava com fome e que desejava apenas um trago?
--- Eu sei – o coitado sorri – mas é que não sei beber sem um tira-gosto..