09/07/2011

Por que dividir?

Divisão do pará.


Dividir é repartir o bolo, contemplar à alguem com algo do qual possui. No caso da divisão do Estado do Pará em tres (03)Estados, Tapajós, Carajás e Pará. Esta divisão não é uma conta de dividir, mas de somar. A soma se dará de uma forma a qual todos sairão ganhando, inclusive o estado do Pará, que a primeira vista será o único a perder territórios para os novos a serem criados. Como isto se dará é simples: Perde-se território, no caso do Pará mas ganha-se em riqueza que numa visão simplista acha-se que perde. Como? A medida que diminui-se as reservas indígenas, as matas, as longas estradas inacabadas, uma população carente de assistência médica, educacional e estradas que constantemente carecem de recursos cada vez mais altos, seus enormes problemas ambientais de difícieis soluções com as dotações orçamentarias a cada dia que passa, mais comprometido com o crescimento urbano da capital, criando com isso uma insatisfação justificada por parte dos habitantes destes possíveis Estados a serem criados, haja visto que também é deles o direito a saneamento, educação, saúde e estradas. São direitos escritos na constituição que os governantes, infelizmente não os cumprem.

Diminuíndo as áreas problemáticas, pode os governantes do pará, voltarem os olhos para suas riquezas nas regiões historicamente abandonadas por eles e que formam o cinturão verde de Belém - A capital e suas ilhas - Sobram também toda a região do nordeste paraense ainda sem nenhum planejamento desenvolvementista e culturalmente atrasada em relação aos da capital e mesmo aos dos novos Estados. É notório o abandono governamental em relação as suas riquezas bem embaixo dos seus olhos. Toma-se como exemplo de descaso o grande arquipélago que forma o Marajó. Alí, se tem como verdadeiro descalabro governamental à assistência dada aos seus dezesseis (16) munícipios. Não é conversa! É só fazer uma visita a Ilha e comprova-se imediatamente o óbvio, o descaso. Logo na travessia percebe-se o interesse mesquinho da administração estadual em surrupiar os direitos das pessoas de irem e virem a qualquer hora ou qualquer dia. A empresa que ganhou uma licitação, que dizem fraudulenta, recebeu da empresa ganhadora, dizem: De um outro Estado (Maranhão, sempre Maranhão)o direito de explorar a travessia sem contudo observar os direitos dos usuários. Corre, de boca em boca que quem manda neste tipo de travessia é um antigo ex Senador ligado ao transporte naval e mantem controle na secretária de transporte sob os auspícios do administrador estadual atual que achou melhor fazer com ele, um acordo político entregando ao mesmo o departamento que gerencia este meio de transporte. No marajó não existe MST (invasão de terras) pelo simples motivo de que as terras não sofrem valorizações e por isso não gera interesse por parte dos baderneiros. Não existem nos munícipios nenhuma empresa de compostagem de resíduos sólidos, gerando no futuro bem próximo a exaustão da pesca por contaminação dos seus rios. Imaginem uma população de +- 600.000 habitantes descartando todo tipo de lixo numa área onde boa parte do ano fica alagada. É fácil prever alí um final triste.

Pois bem:Sem querer fixar as atenções somente ao Marajó, olhamos também o que se tem feito nos munícipios que são banhados também pelas águas do Atlântico que dizem serem ricas em reservas petrolíferas. Nada! Coisa nenhuma! somente, e tão somente administra os problemas para que os mesmos não se tornem manchetes em cadeia nacional de TV.

Colares; Curuçá; Magalhães Barata; Maracanã; Marapanim; Salinópolis; São Caetano de Odivelas; São João da Ponta; São João de Pirabas; Terra Alta; Vigia. Todos são bolsões de pobreza. Não existe nenhuma indústria forte, nem mesmo de transformação sequer de produção. O que existe é extrativismo. Olhemos em Curuçã, o potencial portuário que alí se encontra, Localiza-se na Ilha dos Guarás na costa norte do município de Curuçá a 70 km da cidade de Castanhal e 140 Km de Belém, com o maior calado da região Norte. Maior que o do terminal da ponta da madeira no Maranhão. Até hoje não saiu do papel.

Nos novos Estados a serem criados será enorme os problemas a enfrentar, mas serão deles e não dos paraenses. Terão pela frente um novo estado com enormes reservas ambientais e indígenas que nada produzem e nada valem. Extrações minerais é extrativismo e um dia acaba. Índios são cidadões, precisam aprender portugues e serem obrigados a matricularem seus filhos em escola e não ficar dançando para gringo ver ou mesmo servirem de motivos separatistas futuros. O conceito de nação indígena cresce entre as nações ditas de primeiro mundo. Tudo isto requer muito dinheiro em forma de investimento, e eles terão que se virar e trabalhar muito. Isto eles sabem fazer.

Cada desbravador que naquela região,principalmente em carajás, que alí veio, trouxeram verdadeiras fortunas em dinheiro e fizeram as cidades, construíram não somente o futuro familiar, mas contribuíram enormemente para o desenvolvimento que é hoje o estado do Pará no seu todo. Para cada centavo gasto naquela região, outro era dado aos cofres da administração paraense. E, os mesmo não retornavam nem 5% em infraestrutura. A insasatisfação foi muito grande, não somente por parte dos desbravadores oriundos de outras regiões brasileiras, mas também dos próprios legítimos parenses do Oeste onde se localizará o breve e novo Estado do tapajós.
Portanto, digo ser legítimo, e um direito, o sonho de ter participado da criação destes Estados. Pode-se concluir que a culpa, se é que tem culpa, da divisão do Estado não é dos que almejam as separações, mas sim dos que as rejeitam, pois os mesmos colocaram nos cargos de chefia do estado, e nas representações legislativas através dos votos, pessoas que não se preocuparam com os vossos futuros, pessoas que mesmo denunciadas pelos orgãos de justiça, continuam soltos e sendo eleitos por nós segundo o sufrágio das urnas.

O Pará será um Estado mais rico do que é hoje, potencial tem demais, riquezas, muitas. Resta uma boa administração e fiscalização dos orgãos competentes no trato da coisa pública, o que diga-se; Foi sempre negligenciado. Valourizou-se mais a riqueza individual em detrimento ao acúmulo de riqueza estadual. Riqueza esta que pode ser medida pelo IDH.

Alberto

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