23/07/2011

A impunidade é um retrocesso moral.

Assim como a inflação corroe a moeda, a impunidade impede o avanço da democracia nas atitudes dos jovens. Nada passa a ser democrático nos métodos das suas escolhas. Privilegia-se os métodos ditatoriais e as carteiradas dadas inclusive pelos pais. A certeza do vácuo moral entre as autoridades, gera na consciência destes jovens uma certeza que possíveis deslizes de conduta serão facilmente resolvidos por um simples telefonema.
Durante oito anos (Período lula) o Brasil assistiu um ataque sistêmico à ética. Uma verdadeira desconstrução dos valores que até agora o FHC, Itamar (In memorium) e os ministros como Pedro Malan, Paulo Renato de Souza (In memorium), Arminio Fraga, Henrique Hargreaves e tantos outros lutaram para reconstruir o que o Sarney tinha destruído.


Fazer com que as instituições tenham um comportamento ético nas suas decisões e que contamine todo o seu corpo funcional, não é, nem de longe uma brincadeira, mas um trabalho árduo de uma administração séria e compromissada com o futuro. Criou-se as agências reguladoras que em princípio teria que aprender a fiscalizar os interesses dos usuários brasileiros. O primeiro passo foi dado com relativo sucesso. O exemplo de seriedade e moral da autoridade máxima, repercutiu em todo o escalão governamental, atingindo também as escolas e os lares. Naquele momento nascia de fato uma nação, começávamos a esquecer as mazelas da corrupção - elas existiam - mas eram repudiadas moralmente.

O STF nem de longe era lembrado por nós mortal como um colegiado suspeito, e sim respeitado, ainda. Nascia nos jovens, o sentido da ética como Espinoza preconizava como se fosse um tratado-político.
Se os passos da conduta moral da administração de FHC fosse seguidos pelo seu sucessor, o Brasil teria avançado uns 30 anos no combate a impunidade.

Pelo contrário, tudo foi destruído, tomaram de assalto as instituições, as autarquias, os ministérios, as secretárias, aproveitaram falhas na administração do cotidiano e desconstruíram sistematicamente o certo, jogaram no vazio da lixeira os valores morais, passaram como exemplos os seus familiares ávidos por bens materiais e rapidamente emergiram na escala social como bem sucedidos empresários - da noite para o dia - Seguiram nesta mesma linha, todos que os observavam. Tripudiaram das manchetes que denunciavam os seus pares. Nos seus discursos e na sua oratória barata igualavam a todos os seus, como os outros, que pelo poder passaram. Como chefe da nação saiu incólume, verdade! Esperar o que? Uma parte da sociedade que se locupletou e a outra, ainda não sabe entender o que a ética e a moral representa para o futuro de uma nação.
Portanto, estes jovens que aos poucos iam absorvendo a ética como princípio, deram uma pausa, e aqueles que nem sabiam os seus valores, precisa urgentemente saber votar.

Alberto

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