20/03/2020

Como acabar com o centrão.

Como acabar com o Centrão

Como prometi ontem, aqui vai minha ideia sobre como melhorar o Brasil. Engana-se quem pensa que Bolsonaro, como Presidente, "manda" no País. Na realidade, infelizmente quem manda no Brasil é o "Centrão". E o que é o Centrão? É um aglomerado de deputados e senadores, que mais parecem um bando de hienas, sempre famintos por dinheiro, que se movem como ratos no esgoto pelos corredores e gabinetes do Congresso, esperando a hora apropriada para abocanhar um naco de queijo. Do nosso queijo! São de vários partidos, mais de 14, dentre eles DEM, MDB, PSDB, PP, Progressistas, PR, PSD, PDT e outros. Não confundir com a esquerda, esse bando de aloprados comunistas do PT, PSOL, PSTU, etc.,  que não tem mais força nem para assoprar a vela do caixão da Marielle. A não ser, claro, quando se juntam ao Centrão para mais um boicote à Nação.
O Centrão é muito mais perigoso. Nos áureos tempos, era unido em torno do presidiário Eduardo Cunha. Sua turma era constituída de gente como Romero Jucá, Edison Lobão e Renan Calheiros, entre outras celebridades... Com a prisão de Cunha,  hoje o Centrão se reúne em torno de seu chefão, Rodrigo Maia. Seus principais líderes são Aguinaldo Ribeiro, Arthur Lira, Alexandre Molon e Marcelo Ramos.
Com mais de duzentos e cinquenta deputados, eles tem o Poder de aprovar o que quiserem na Câmara e no Senado, e a partir dai chantageiam o Presidente. Por isso o desabafo do General Heleno. Essa turma era acostumada a pegar Ministérios e Bancos (Caixa Econômica, Banco do Brasil) ou empresas estatais (Petrobrás, Correios, Eletrobrás, etc.) de “porteira fechada”, colocando quem queriam lá dentro. As grandes negociatas - tendo como intermediários presidentes como Lula, Dilma, Temer e FHC -  eram abundantes e irrigavam o Centrão com dinheiro do Erário.
Bolsonaro chegou, trancou as portas da corrupção, nomeou apenas técnicos para os Ministérios, e o Centrão ficou a ver navios. Sem o dinheiro fácil, se uniram a Maia e Alcolumbre, no Senado, para dificultar a vida do governo, derrubando projetos, anulando vetos, fazendo o diabo contra Bolsonaro. Sua ideia atual é ter sob controle do Congresso as verbas do Orçamento, transformando o regime Presidencialista num Parlamentarismo branco, onde Bolsonaro seria uma Rainha da Inglaterra, com muita pompa mas sem nenhum Poder, transferindo-se todo o Poder para Rodrigo Maia e seus asseclas.
Dessa forma, não adianta apenas derrubar Rodrigo Maia ou Davi Alcolumbre. Como nas facções ou no tráfico, é cortar uma cabeça para aparecer dez no lugar. Medusa era brincadeira de criança perto deles.
Então, para que nosso regime Presidencialista volte a funcionar como é preciso, necessário se faz acabar com o Centrão como um todo. Mas como fazer isso? Uma ideia seria fechar o Congresso. Mas é uma má ideia. Não sou favorável a isso. Seria um daqueles remédios tão bons que cura a doença, mas leva o paciente a óbito. O Brasil ficaria desacreditado perante o mundo e demoraria décadas para se reerguer.
Dessa forma, em minha visão, só há um jeito para capar de vez essa Vara (de coletivo, não de justiça, que fica pra outra ocasião...) de porcos ensaboados: através das urnas. Sei que é difícil, quase impossível, pois essa súcia oligárquica mantem seu rebanho cativo, seja através de agrados ou ameaças.

Meu “plano”, então, é:

Os movimentos de apoio ao governo (Nas ruas, vem pras ruas, República de Curitiba e dezenas de outros) deveriam aproveitar sua força, recursos, tempo e energia se unindo e mapeando em detalhes o Centrão: seus líderes, seus membros, suas funções, seus partidos, e sua base eleitoral: de que cidades são, a que comunidades pertencem (sindicato, igreja, associação de bairro, polícia, Fiesp, etc.), por quais segmentos da sociedade foram eleitos.
De posse desses elementos, os movimentos, juntamente com as redes sociais, fariam um trabalho direcionado a cada uma dessas bases, com o objetivo de informar e conscientizar o eleitorado específico de cada “centrista”, dizendo com todas as letras quem é na verdade o sujeito em quem estão votando. Os eleitores seriam informados detalhadamente sobre o que respondem ou responderam na Justiça (sim, quase todos tem folha corrida), seu histórico de votações contra o povo, etc.

Garanto que esses canalhas teriam uma bela surpresa nas próximas eleições. Muitos já ficaram de fora nas últimas, mas ainda sobrou bastante lixo pra ser varrido. Acho que esse é o caminho.

(Percy Castanho Jr.)

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