02/06/2011

Maio, pedaços de março

Poesia de: josé maria Leal paes
O último pedaço de abril escapa da chuva. A manhã acorda ninfeta de penugem oxigenada de verão. O que chega aos poucos traz cor. Eu me abro e enxergo lá dentro como os cegos que se refletem nas mãos.
E, se de maio tenho o abraço, dormem no braço as estações passadas, que não deixam passar a vida nos trilhos do trem.
Eu me despeço de abril aos pedaços, um pouco de mim ficou em março com seu inverno rancoroso.

FIM --

Nenhum comentário:

Postar um comentário